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  • Alexandre Ferreira
  • há 51 minutos
  • 2 min de leitura

O adiamento da votação final da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026 levou o prefeito Eduardo Braide a recorrer novamente à Justiça para garantir a continuidade de obras e serviços em São Luís. A decisão judicial manteve autorização provisória para abertura de créditos suplementares enquanto o orçamento não é aprovado.

O adiamento da votação final da Lei Orçamentária Anual de 2026 aprofundou o impasse entre a Prefeitura de São Luís e a Câmara Municipal. Após a rejeição do pedido de urgência por 19 vereadores, a análise definitiva do orçamento foi transferida para depois do Carnaval, prolongando um processo que já se arrasta há meses. A situação levou o prefeito Eduardo Braide a recorrer novamente ao Judiciário, alegando risco de paralisação de obras e serviços públicos diante da ausência da peça orçamentária aprovada pelo Legislativo.


Recurso judicial e decisão do Tribunal

Diante do impasse, o desembargador Jorge Rachid Mubárack Maluf, da Primeira Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça do Maranhão, manteve parcialmente a liminar que autoriza, de forma excepcional e temporária, a abertura de créditos suplementares por decreto. A medida permite a continuidade de despesas consideradas essenciais e urgentes enquanto o orçamento não é votado em definitivo. Na decisão, o magistrado destacou que a omissão legislativa pode justificar intervenção judicial mínima para evitar prejuízos ao interesse público.


Argumento da Prefeitura e críticas ao atraso

Em manifestação pública, o prefeito afirmou que o orçamento foi encaminhado à Câmara ainda em agosto do ano anterior e que o adiamento da votação compromete o planejamento administrativo do município. Segundo a gestão municipal, a autorização judicial busca impedir a interrupção de programas sociais, serviços de saúde e investimentos em infraestrutura até que a LOA seja apreciada em segundo turno pelos vereadores. O episódio reforça o clima de tensão institucional entre os poderes municipais.


Cenário político e efeitos administrativos

Com a votação definitiva prevista apenas após o recesso carnavalesco, o município segue operando sob medidas provisórias autorizadas pela Justiça. O impasse evidencia o desgaste político entre Executivo e Legislativo e cria um ambiente de incerteza sobre a execução orçamentária no início do ano. A definição da LOA será decisiva para a retomada plena do planejamento financeiro da administração municipal e para a normalização da relação institucional entre os poderes em São Luís.

A Assembleia Legislativa do Maranhão aprovou o nome do defensor público Thiago Josino Carrilho de Arruda Macêdo como interventor de Turilândia após crise institucional provocada pela prisão do prefeito, vice-prefeita e vereadores investigados por desvio milionário. A medida busca restabelecer a normalidade administrativa.

Após pedido de vista, a Assembleia Legislativa do Maranhão aprovou o nome do defensor público Thiago Josino Carrilho de Arruda Macêdo para exercer a função de interventor no município de Turilândia. A votação ocorreu em plenário, com cinco votos contrários e uma abstenção, consolidando a decisão já respaldada anteriormente pela Comissão de Constituição e Justiça. Com a aprovação, o processo segue para promulgação e formaliza a intervenção estadual como resposta à crise política e administrativa instalada na cidade após decisões judiciais e investigações em andamento.


Indicação ocorre após operação e prisões

A indicação do defensor público foi feita pelo governador Carlos Brandão após o Tribunal de Justiça do Maranhão autorizar a intervenção no município, atendendo a pedido do Ministério Público. A medida ocorreu depois da prisão do prefeito, da vice-prefeita e de vereadores investigados na Operação Tântalo, conduzida pelo GAECO, que apontou um esquema de desvio inicial estimado em cerca de R$ 56 milhões dos cofres públicos. O caso provocou forte impacto institucional e levou ao afastamento das autoridades locais envolvidas nas investigações.


Missão do interventor e prazo inicial

Com a aprovação, Thiago Macêdo assume a administração municipal pelo período inicial de 180 dias, prazo que poderá ser prorrogado caso a normalidade institucional não seja restabelecida. Entre as primeiras medidas previstas está a realização de um diagnóstico completo da situação administrativa, financeira e contratual do município, com o objetivo de reorganizar a gestão pública e garantir a continuidade dos serviços essenciais à população durante o período de intervenção estadual.


Cenário político e administrativo em reconstrução

A intervenção estadual marca um momento de reestruturação para Turilândia após o agravamento da crise política local. A expectativa do governo estadual e dos órgãos de controle é que a gestão provisória permita reorganizar a administração, assegurar o cumprimento de decisões judiciais e restabelecer a estabilidade institucional do município. O processo também abre um período de acompanhamento mais rigoroso das contas públicas e das ações administrativas, enquanto as investigações seguem em andamento no âmbito judicial.

Campeonato reúne 13 times na Arena Moove com jogos em fevereiro

Depois de meses treinando com afinco, a animação tomou conta dos alunos Sub 13 da Escolinha de Futebol CTM. Eles entraram em campo e começaram a escrever mais um capítulo de sua trajetória esportiva, como participantes da Liga de Fut 7 de Paço do Lumiar.


O campeonato, disputado na Arena Moove localizada na Avenida 07, no Maiobão, acontece ao longo desse mês de fevereiro e reúne 13 equipes da região, se consolidando como uma verdadeira vitrine para jovens talentos de escolinhas de projetos sociais como o CTM.


Patrocinada via Lei de Incentivo ao Esporte pela Potiguar e pelo Governo do Maranhão, a Escolinha de Futebol CTM participa da competição com a categoria Sub-13. A estreia ocorreu no último sábado (7), diante do time da Escolinha Kairós. Em jogo equilibrado, o placar terminou em 1 a 1. O gol da CTM foi marcado por Thalisson, que celebrou com os colegas sob aplausos de familiares e apoiadores presentes na arena.


Mais do que o resultado, o empate simboliza o processo de amadurecimento de um grupo que treina com regularidade e disciplina. A equipe ainda terá pela frente mais três partidas nesta primeira fase — a próxima marcada para o dia 21 de fevereiro, será contra o time da Ponte Preta.


Para Édison Lages, coordenador do projeto, a competição vai além das quatro linhas. “O time está super motivado em campo, mas as verdadeiras lições ocorrem independente do placar, na formação do caráter e dos valores desses jovens para a vida toda”, afirma.


Segundo Édison Lages, torneios como a Liga de Fut 7 de Paço do Lumiar cumprem papel pedagógico fundamental. “Essa copa vem para motivar nossos atletas e é uma competição importante também para que eles aprendam de forma prática, sobre o processo de ganhar e perder, a importância de trabalho em equipe e tudo o que o futebol proporciona de aprendizagem de valores. Portanto, cada copa que disputamos é extremamente importante para a formação desses jovens, e nessa competição não é diferente.”


A Liga de Fut 7, ao reunir 13 times em fevereiro, transforma a Arena Moove em palco de convivência comunitária. Pais acompanham atentos, treinadores orientam à beira do campo e os meninos experimentam, muitos deles pela primeira vez, a pressão saudável de representar uma equipe em campeonato oficial.


No caso da Escolinha de Futebol CTM, o impacto é ainda mais amplo. Viabilizado por meio da Lei de Incentivo ao Esporte, o projeto amplia o acesso de crianças e adolescentes ao futebol estruturado, oferecendo treinamento técnico aliado à orientação cidadã com um objetivo maior de manter as crianças motivadas pelo esporte e bem longe das ruas e de perigos como as drogas.


Se o empate na estreia manteve o grupo vivo na disputa, o saldo maior, segundo a coordenação, está fora da tabela: jovens mais confiantes, disciplinados e conscientes de que, no futebol — como na vida — aprender a perder pode ser tão formador quanto aprender a vencer. Mas se vierem os gols em campo, ainda melhor.

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