- Alexandre Ferreira
- há 2 horas
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O Ministério Público do Maranhão (MPMA) exigiu que o prefeito Eduardo Braide responda, em cinco dias, sobre interesse em firmar Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para regularizar o transporte coletivo urbano de São Luís. A promotora Alineide Martins Rabelo Costa conduz o pedido diante de falhas estruturais no sistema essencial à população.

O MPMA, por meio da 1ª Promotoria de Justiça Especializada na Defesa do Consumidor de São Luís, enviou ofício ao prefeito Eduardo Braide solicitando que o Município se manifeste, em cinco dias corridos, sobre a possibilidade de celebrar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC). O objetivo é justamente recompor a regularidade, continuidade e adequação do serviço de transporte coletivo urbano em São Luís. A manifestação ministerial foi assinada pela promotora Alineide Martins Rabelo Costa.
Contexto da crise no transporte coletivo
A iniciativa do MPMA ocorre num momento em que o sistema enfrenta problemas significativos, inclusive uma paralisação causada pela greve dos rodoviários que afeta milhares de usuários. O despacho ministerial aponta que a crise do transporte público na capital maranhense não é pontual, mas estrutural, com falhas persistentes na gestão, déficit de transparência e instabilidade regulatória, o que coloca em risco a continuidade do serviço essencial.
Denúncias dos usuários
O procedimento ministerial foi impulsionado por denúncias de usuários que relataram uma série de irregularidades, como frota precária, com veículos antigos e sem manutenção adequada; superlotação de ônibus; falta de ar-condicionado e infraestrutura deficiente nos pontos de parada, sem sinalização ou abrigos adequados. Tais problemas afetam a segurança e o conforto de passageiros, especialmente idosos e pessoas com deficiência.
Possíveis desdobramentos e medidas futuras
No documento, o MPMA ressalta que a ausência de manifestação do Município no prazo estabelecido pode levar à adoção de outras providências institucionais cabíveis. A promotora também destacou a importância de manter o equilíbrio econômico-financeiro do contrato de transporte e a necessidade de diálogo entre MPMA, Prefeitura, SMTT, empresas de ônibus e o Tribunal de Contas para efetivar melhorias no serviço.




